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Início / Coord de Missão

Projecto de Pastoral Provincial

PROJECTO PASTORAL PROVINCIAL

INTRODUÇÃO
O Projecto Pastoral Provincial que agora temos em mãos é o resultado dum caminho feito em várias etapas; duma reflexão que foi amadurecendo pouco a pouco e que foi levando a uma compreensão da Pastoral como realidade abrangente, que engloba diversos níveis de concretização e gera diferentes tipos de processos e de documentos, articulando-os entre si.
A génese da reflexão congregacional sobre a nossa acção educativo-pastoral remonta ao IX Capítulo Geral de 1972. Desde aí, todos os Capítulos, de uma forma ou de outra a têm abordado. Foram estas diferentes abordagens, que desembocaram em novos caminhos de actuação e em novos projectos que, ao longo dos últimos trinta anos, entre acertos e, porque não dizê-lo, também alguns desacertos, têm informado as nossas práticas educativo-pastorais.
O importante, porém, é que não ficámos parados. Foram quase sempre as fragilidades dos nossos projectos, umas vezes intrínsecas aos mesmos, outras vezes, devido própria dinâmica da realidade, sempre a pedir novas abordagens, que nos desafiaram a novas reflexões e a novos passos.
Assim, após um tempo significativo, cerca de dez anos, em que trabalhámos por Sectores, primeiro três, Educativo, Social e Pastoral, e passados cerca de dois anos, dois, Educativo e Pastoral, surgiu, em 2005 a necessidade de imprimir à Pastoral uma nova dinâmica, reestruturando a equipa, investindo mais ao nível local e de zona e colocando a pastoral juvenil como uma prioridade na Província. Esta nova forma de trabalhar, em que toda a Província se implicou, e que procurou, com esforço, fazer o seu caminho, manifestou a sua maior fragilidade ao nível da articulação entre os vários níveis de concretização da missão.
Para superar a dificuldade, e com a preocupação de articular cada vez melhor a missão evangelizadora Amor de Deus, foi constituída, pelo Governo Provincial, a Equipa de Reflexão da Pastoral dos Centros Educativos. Esta Equipa, procurando entender o existente, quer a nível de estruturas, quer a nível de documentos, apresentou ao Governo Provincial o trabalho resultante da sua reflexão. Este seria, posteriormente apresentado no Capítulo Provincial de 2008.
 Três aspectos essenciais aí se preconizam:
1. A reiteração da missão “Amor de Deus” como missão evangelizadora;
2. O entendimento do trabalho de evangelização como um todo e que deve ser coordenado pela Coordenadora Provincial de Missão;
3. A representatividade de todos os âmbitos da Missão na Equipa Provincial de Missão.
Foi no seguimento desta reflexão, e tal como aí se sugeria, que foi nomeada a actual Equipa Provincial de Missão que, em colaboração com o Governo Provincial apresenta agora o Projecto Pastoral Provincial.
“O Projecto Pastoral tem como primeira finalidade promover o itinerário cristão dentro do Projecto de Evangelização Global (educativa ou de promoção humana ou de construção de comunidades cristãs, segundo a área de missão respectiva.) Portanto, o mais característico do Projecto de Pastoral é a direcção que imprime a todo o processo, as linhas de força que impulsionam e orientam o dito processo para que seja acção evangelizadora, garantindo a coerência de toda a acção na obra-missão.
Em segundo lugar, o Projecto Pastoral explicita o processo da iniciação e vivência cristã ao longo de toda a dinâmica educativa ou de promoção, seja em colaboração com outros agentes, seja no que corresponde de forma directa aos agentes de pastoral. Para isso tem em conta as diferentes frentes de actuação que deve atender, das quais cabe destacar três que são fundamentais: o cultivo da identidade ministerial dos agentes (professores, educadores, agentes sociais, agentes de pastoral…) e a sua plena integração na missão partilhada; a criação e animação da comunidade de missão como comunidade cristã de referência; e a iniciação e crescimento na fé dos destinatários da missão.
O Projecto Pastoral é, antes de mais, um processo de mentalização a nível pessoal e da comunidade de missão que leva à implicação em toda a acção pastoral.”
O presente Projecto de Pastoral Provincial supõe o Marco de Referência “Missão Carismática “Amor de Deus, um Projecto de Evangelização” e só se poderá considerar completo quando integrar os Projectos Locais de Pastoral. Está estruturado com a proposta oferecida pelo Marco de Referência.

A- Análise da realidade

a. Conhecimento da realidade

Portugal
Portugal insere-se no contexto ocidental de grandes e profundas mudanças. A sociedade complexa, rica de relações, possibilidades, propostas e meios, contrasta com a presença de indefinições, incertezas e problemas. A laicização da cultura, a crise dos valores e a relativização moral deixam as pessoas sem um porto seguro onde ancorar.
Existe uma pluralidade enorme de propostas, veiculadas pela sociedade de consumo, pela escola, pelas associações, pelos meios de comunicação, mas ao mesmo tempo, assistimos a uma crise das agências de educação, em que a família, a escola, a Igreja estão a contribuir cada vez menos para o processo de crescimento pessoal das novas gerações. Deste modo, o processo de socialização surge como um processo descontínuo, fragmentado, mas sobretudo pouco produtor de vínculos. A ideia de comunidade, fundamental no contexto eclesial, é uma ideia estranha à grande maioria dos jovens. E, quando existe a ideia de comunidade, muito raramente adquire uma dimensão alargada ou mesmo universal como se compreende no contexto cristão.
Os meios de comunicação ganham terreno como “agência educativa” e os valores que propõem, dependentes dos interesses de quem os controlam e pagam, normalmente não são claros e muito menos coincidentes com os verdadeiros valores cristãos. A disponibilidade de informação acentua a redundância informativa e a pluralidade de experiências, faz viver uma espécie de auto socialização; a escassa presença dos adultos e a fraca incidência dos percursos institucionais faz com que não se gerem os processos de organização e selecção de conteúdos e a activação de um pensamento reflexivo.
Enfim, o processo de globalização em curso transforma os membros das novas gerações em “cidadãos do mundo”, mas deixa-os vazios e sem raízes fazendo-os de todo lado e logo de lado nenhum.
Quando se pensa em Portugal, sob o ponto de vista religioso, vem-nos à mente um país católico, tradicional, com Fátima no centro. A religiosidade dos portugueses sugere uma aparente unidade que se enraíza no catolicismo tradicional. Porém, a sociedade portuguesa manifesta-se religiosamente plural: não no sentido da existência de uma pluralidade de confissões que, embora existindo, ainda não têm um peso relevante, mas no da vivência do sagrado, em geral, e do catolicismo, em particular.
A religiosidade dos portugueses já não representa uma reprodução hipostasiada do catolicismo mais tradicional, nem uma ressonância “reificada” daquilo que está social e religiosamente instituído, ou seja, o normativo, o doutrinal, o prescritivo. […] A religiosidade dos portugueses é de natureza heterodoxa, sincrética e pessoal, muito embora sob o amplo chapéu de um catolicismo nominalmente unificante.
Assim, alguns deixando toda a prática religiosa, mantêm uma crença cristã mais ou menos forte, sendo mais seduzidos por ideais que por ritualismos; outros, abandonando a prática e crenças cristãs, entregam-se aos mais variados substitutos funcionais; outros ainda, revelam algumas formas de religiosidade sem religião e sem Deus; a grande maioria da população, deixou-se cair numa total indiferença e relativismo face à religião. Um grupo grande também assume uma posição de privatização da religigião. A religião sai da esfera pública para se assumir apenas como algo de privado e pessoal. Essa privatização da religião assume-se naquilo que o teólogo alemão Metz denomina de “religião burguesa” muito característica das sociedades de consumo. Entendem a religião como mais uma extensão das outras realidades sociais acessíveis ao consumo que uso e abuso a meu belo prazer sem assumir um compromisso vinculativo. Assim, vive-se mesmo em muitos contextos assumidamente crentes e eclesiais, numa Igreja que se deixou privatizar e se deixou metamorfosear numa Igreja burguesa que aos olhos do povo nada mais é que “um supermercado onde os homens compram mercadorias divinas”. Trata-se dum neo-paganismo que venera os deuses das diversas sensibilidades, tantos quantas as sensibilidades.
Usando o estudo de António Teixeira Fernandes poder-se-ia afirmar que uma possibilidade de traçar a configuração sócio-religiosa portuguesa seria a seguinte:
“- Os que estão inquietos e procuram responder às exigências do seu cristianismo. Estes constituem epicentros de ondas de renovação e neles está o fermento da Igreja de amanhã;
- Os que preenchem os vastos espaços das Igrejas e até se enfileiram em movimentos de apostolado, por motivos meio religiosos, meio sociais;
- Os que procuram as Igrejas, obedecendo mais aos ritmos biológicos e sociais da sua existência do que a imperativos da sua consciência religiosa;
- Os que se deixaram cair na indiferença, arrastados pelo imediato do quotidiano;
- Os que adoptaram uma atitude céptica perante o cristianismo e se habituaram a um materialismo prático, despido de qualquer inquietação espiritual;
- Os que se acomodaram, talvez a grande maioria, ao secularismo mais radical, para quem a religião já não constitui referência, nem mesmo cultural.”


Brasil
O Estado do Maranhão, situado a nordeste do Brasil, é um dos 27 Estados do País. Por ter um clima tropical, é de uma beleza paisagística encantadora onde as palmeiras dão a esta terra e a estes céus um colorido especial. Apenas tem duas estações: o tempo seco que vai de Julho a Dezembro e o tempo das chuvas que vai de Janeiro a Junho. Em qualquer destas estações a temperatura é sempre muito elevada, por se situar muito próximo da linha equatorial.
A nível económico, diríamos que é um Estado de grandes recursos naturais, mas sem o adequado investimento. A base da economia reside essencialmente na agricultura, no entanto, os grandes projectos aumentam a concentração fundiária e a desigualdade na distribuição da terra e dos bens. Estamos perante uma região de grandes contrastes, onde são muitos os que não têm quase nada porque toda a riqueza está concentrada nas mãos de uns poucos, os quais investem pouco na promoção e desenvolvimento do povo. Faltam empregos e infra-estruturas de atendimento social.
Verificamos que o índice de desemprego é alarmante, para além dos salários muito baixos o que acarreta sérios problemas. Com base nos últimos estudos, são muitas as famílias que se encontram abaixo da linha considerada de pobreza, tornando o povo dependente dos Líderes Políticos.
A Igreja está muito preocupada com os problemas humanos e sociais do povo, assumindo compromissos muito concretos para aí ser resposta de solidariedade.

Cabo Verde
No que diz respeito à população, Cabo Verde é um país em crescimento. A população é na sua maioria Jovem. Segunda as estatísticas de 2008, a distribuição é a seguinte: (0-14 anos: 36,1%) ; (15-64 anos: 57,4%); (com 65 anos e mais: 6,5 %). De 2003 para cá os nascimentos têm diminuído ligeiramente.
Muitas das famílias são constituídas pela mãe que assume o papel de chefe da família com um número elevado de filhos, e com um nível de instrução muito baixo. São famílias desestruturadas vindas do interior da Ilha e que vivem nos bairros das cidades.  As mães mostram uma força de vontade muito grande em lutar para ajudar os seus filhos a atingirem aquilo que elas não tiveram oportunidade de ter.
Está-se a perder algumas características do povo cabo-verdiano. Contudo, ainda encontra-se pessoas com forte sentido de solidariedade, de acolhimento e empenhadas em ajudar os que mais necessitam.
Quanto à cultura, Cabo Verde caracteriza-se por uma grande diversidade cultural. Existem as chamadas culturas regionais que caracterizam as diferentes lhas desde do seu povoamento. Actualmente as culturas misturam-se com mais facilidade devido à maior facilidade de deslocamento inter-ilhas. Contudo, há pessoas que nunca saíram da sua própria Ilha e que desconhecem outras realidades do próprio País
Um outro aspecto importante no âmbito cultural é a migração (emigração e imigração). A Taxa de emigração é muito elevada, cerca de metade da população está fora do Pais e transportam sempre muita influência do exterior. Por outro lado vive em Cabo Verde uma Comunidade significativa de estrangeiros que também contribui para que haja essa diversificação cultural. 
Quando ao nível económico em 2000, 30% da população vivia abaixo do nível da pobreza. Apesar de essa situação tem vindo a melhorar, consta-se que existe um pequeno grupo de elite com boas condições económicas e um grupo maior que carece de quase tudo (bens materiais, morais e espirituais). O País vive muito da importação e de remessas dos emigrantes.
Quanto ao Religioso, a sociedade  cabo-verdiana caracteriza-se como sendo maioritariamente católica. A Igreja é aberta, próxima, dinâmica, jovem, acolhedora. É uma Igreja convicta procura dar resposta às inquietações dos jovens e de toda a população, embora nem sempre consegue. Carece de sacerdotes, de apoio material e de pessoas disponíveis e empenhadas para ajudar.
Essa população jovem tem vontade de procurar e de acolher algo que dê sentido às suas vidas. Busca o religioso
 Por outro lado verifica-se uma forte indiferença religiosa. Facto que se explica sobretudo pela proliferação das seita que desorientam as pessoas sobretudo aquelas que carecem de formação e de informação sobre este assunto.
Neste momento em cabo verde existem mais de duzentas seitas e na cidade da Praia são mais de quarenta.
Nota-se uma certa superficialidade, pessoas que vivem de aparência como forma de esconder a realidade. 
Quanto à Política, Cabo Verde é  um Pais democrático desde 199. Apesar das fragilidades dessa democracia, o país destaca-se no que diz respeito à estabilidade política em relação aos outros países de África.
A insularidade e o isolamento são duas das características de qualquer Arquipélago. Cabo verde não é excepção.
A capital do Pais, Cidade da Praia é considerada uma cidade cosmopolita, pelo facto de existirem cidadãos de várias nacionalidades, com as suas respectivas culturas, onde inevitavelmente se vive a multiculturalidade. Mas convêm realçar que nesta cidade vive cerca de metade da população do Pais. Uma das consequências desta situação é o aumento da criminalidade, aumento de construções clandestinas das quais o governo não tem conseguido solucionar


Realidade da Província Portuguesa  
 1. Portugal

Em termos Congregacionais, somos um pouco mais de uma centena de Irmãs em Portugal, das quais a grande maioria se encontra na faixa etária acima dos sessenta anos. Há também um grupo de irmãs jovens, provenientes sobretudo de Cabo Verde e Brasil. Este facto permite que nas comunidades exista uma heterogeneidade de pessoas e idades.
A nossa acção pastoral desenvolve-se essencialmente na escola e lares juvenis de âmbito social, e em quase todas as comunidades há uma colaboração a nível paroquial na catequese essencialmente da infância e na liturgia. Nos lares de terceira idade e seminários a acção das irmãs é mais de âmbito presencial e testemunhal dadas as circunstâncias da missão. A comunidade de Valpaços dedicada especificamente à animação pastoral da comunidade cristã, tem uma actividade muito variada ao nível da acção pastoral, mas na maioria das actividades segue o plano pastoral da paróquia e não um específico congregacional.
 
2. Brasil
Em 1998 a Família Amor de Deus chega ao Brasil, concretamente ao Estado do Maranhão através de um grupo de 4 Irmãs. Em 2001 esta presença é enriquecida com a fundação da segunda comunidade, desta vez no povoado do km 17, Município de Codó. A missão no  Brasil conta, neste momento, com um grupo de 8 Irmãs, três Brasileiras, uma portuguesa, uma cabo-verdiana, uma espanhola e duas angolanos.
No início, tanto uma como outra comunidade se dedicaram essencialmente à pastoral directa a todos os níveis. Mas não tardou que a missão específica da Congregação se impusesse, de uma forma directa ou indirecta: a educação “em Amor, por Amor e para o Amor”. Actualmente constatamos com agrado a presença de dois Centros Educativos, sendo orientados um por cada comunidade. Desta forma as duas comunidades conciliam o seu tempo entre a missão educativa, pastoral aos vários níveis e ainda no âmbito da saúde. 


3. Cabo Verde
Em Cabo Verde está um jovem grupo de 17 irmãs onde a faixa etária mais significativa se situa entre os 40 e os 59 anos, uma vez que as jovens em formação inicial se encontram, na sua maioria, em Portugal.
As Irmãs dedicam-se essencialmente à educação contando com  3 centros educativos próprios e uma Irmã a trabalhar na escola pública. Uma outra actividade forte é a pastoral directa nas paróquias e dioceses onde se encontram.  Uma das Irmãs é presença na área da saúde.
Em todos os países que constituem a Província Portuguesa contamos com um grande número de leigos que cooperam lado a lado com as irmãs na animação educativo-pastoral dos centros onde nos encontramos.

b. Interpretação educativo-pastoral da realidade

Neste contexto sócio-cultural-religioso onde vivemos, as dificuldades são de vária ordem e em cada âmbito são diferentes. Porém, as maiores dificuldades com que nos deparamos são: a indiferença face ao religioso ou a prática de uma religiosidade sincrética e uma enorme ignorância dos conteúdos da fé cristã. A linguagem simbólica utilizada pela liturgia, não é entendida, a religião é uma das muitas ofertas da sociedade de consumo. Constata-se o número sempre menor dos cristãos praticantes e empenhados nas comunidades cristãs.
A partir da realidade social, cultural, económica dos educadores e destinatários das obras da Congregação, emerge a necessidade de formar a consciência dos mesmos através de um processo que torne realidade uma síntese entre fé e cultura ou mesmo de primeiro anúncio, ao jeito de Paulo no seu discurso no areópago grego.
Reconhecendo a necessidade e busca crescente de espiritualidade manifestada na realidade, o que pode ser um ponto de partida para uma acção evangelizadora, urge a necessidade de criar espaços e oportunidades de respostas atractivas e significativas dentro da especificidade do cristianismo.
Esta necessidade deve abranger os educadores, formando todos e muito particularmente aqueles que demonstram uma maior sensibilidade e empenho pastoral, e os destinatários das obras da Congregação.

B- Processo operativo

“O projecto pastoral provincial indica os objectivos, as estratégias e as linhas de acção pastoral comuns, que orientam a acção evangelizadora de todas as suas comunidades e obras, como ponto de referência para a sua programação e revisão. Toma os princípios, as metas e as linhas do Marco de Referência e concretiza-os nas obras dessa parcela da Congregação.”


Finalidade do Projecto:
Tornar realidade, através da educação, uma pessoa que acolhe, encarna e manifesta o amor gratuito de Deus

a. Objectivo geral:
  Viver a centralidade de Jesus Cristo à luz da vida e obra do venerável Padre Usera.

b. Frentes de actuação:

1. Formação:
         a) Cristã;
         b) Carismático/Congregacional;
         c) Profissional.
2. Pastoral Juvenil;
3. Movimento Secular Amor de Deus:
        a) Estruturação do Movimento
        b) Voluntariado;
4. Grupo de reflexão atento às movimentações sociais, políticas, económicas e culturais que interfiram na nossa linha de missão.


c. Objectivos específicos
No Projecto Provincial não damos objectivos específicos, mas no de cada casa/obra devem ser colocados de acordo com cada realidade.


d. Critérios de acção


A realização da missão Amor de Deus, assim como o discernimento e a tomada de decisões sobre as acções que a actualizam em cada realidade concreta, têm como referência permanente uns critérios que explicitam e concretizam os princípios essenciais da nossa missão.
     i. GRATUIDADE
        Este critério implica:
             1. Experiência pessoal e comunitária do Amor de Deus
             2. Acolhimento e entrega em gratuidade: dar e receber gratuitamente
             3. Vivência do espírito de família
             4. Opção pelos mais desfavorecidos em qualquer dimensão da pessoa
     ii. ENCARNAÇÃO
        Este critério implica:
             1. Anúncio explícito da Boa Notícia do Amor de Deus
             2. Resposta às necessidades do nosso presente histórico
             3. Inserção no povo
             4. Inculturação
             5. Opção pelos pobres
     iii. CONSTRUÇÃO DA FRATERNIDADE
         Este critério implica:
             1. Vivência da espiritualidade comunitária
             2. Construção de comunidade de vida
             3. Partilhar o carisma com as mulheres e os homens do nosso tempo
             4. Estruturas e vias de comunhão
             5. Apoio e fomento das novas expressões da cultura do Amor


b. Estratégias
       i. Testemunho pessoal e comunitário
       ii. Acção apostólica
            1. Proclamação da Boa Nova
            2. Adesão vital e inserção eclesial
            3. Actividade educativa e promoção humana

c. Linhas de acção
      i. Formação cristã, carismática/congregacional e profissional dos Educadores na linha Amor de Deus;
      ii. Reelaboração do Projecto de Pastoral Juvenil Vocacional 
      iii. Elaboração de um plano pastoral local em cada comunidade-missão;
      iv. Promover a celebração do bicentenário em colaboração com a equipa responsável;
     v. Promover a formação do Movimento Secular “Amor de Deus” em colaboração com a equipa responsável;
     vi. Dinamizar a pastoral juvenil vocacional em colaboração com a EPJV;
     vii. Fomentar o voluntariado Amor de Deus em contexto local e internacional;
     viii. Ajudar a tornar a página Web da província mais dinâmica e actualizada com o contributo das comunidades e obras;

d. Responsáveis:

Irmãs e Leigos envolvidos na Missão Amor de Deus, cada qual no âmbito que lhe corresponde.

e. Tempo de Aplicação: 3 anos

Avaliação do Projecto: Anualmente com a presença de todos os representantes da Missão.