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IR. MADALENA CAETANO

 

 

EM HOMENAGEM À IRMÃ MADALENA 

É belo viver no Senhor e passar por este mundo semeando sorrisos, oferecendo paz, compreensão, olhar límpido e terno.

 

A Irmã Madalena foi um presente lindo que o Senhor ofereceu à Congregação.

 

Conheci a Irmã Madalena há trinta e cinco anos. E posso dizer, com verdade, que nunca a vi zangada, nem sequer impaciente. Quando alguma coisa lhe não parecia tão bem, a sua atitude era sempre de quem apelava à paciência e à compreensão.

   

Da Irmã Madalena aprendemos a esperança duma vida feliz até ao fim. Uma vida cheia, plena, madura. Pronta a colher, como um fruto saboroso que se oferece ao Criador em acção de graças.

 

Como era sábia esta mulher! Como era sensata! Como sabia distinguir o essencial do acessório! Como caminhava de cabeça levantada e sorriso nos lábios, acontecesse o que acontecesse!

 

Quantas vezes chamou à razão pessoas bem mais instruídas que ela própria, mas que acolhiam os seus conselhos como mediações de Deus.

 

Toda a sua vida na Congregação das Irmãs do Amor de Deus, foi vivida na Casa Provincial, em Coimbra e em Fátima. E bem sabemos como, mesmo sem títulos, foi excelente conselheira de muitas superioras.

 

Não fazia barulho, mas a sua autoridade moral impunha-se no silêncio.

 

Todas tínhamos para com ela uma atitude de grande respeito, uma reverência espontânea.

 

Mudou de Comunidade, pela primeira vez, com mais de noventa anos. Mas não fez qualquer drama. Antes pelo contrário, de viva voz, aconselhava as irmãs que com ela vieram de Coimbra para Fátima, a assumirem a mudança com naturalidade.

 

 “Esta mulher era um tesouro”. Comentávamos entre nós. Que maturidade, que harmonia de vida!

 

Por isso, este dia, em que devolvemos o seu corpo à terra, não é dia de tristeza, mas de acção de graças, por termos tido a dita de conviver com uma Religiosa desta estatura espiritual.

 

Temos a certeza de que já se encontrou face a face com o Deus do Amor e da ternura.

 

Sabemos que intercede por nós e por toda a Congregação, que tanto amou e continua a amar, desde o Céu.

 

Dizemos-lhe, Irmã Madalena, até breve, e obrigada pelo que significou e significa para cada uma de nós.

 

 Fátima, 21 de Março de 2012    

                                                                 

Ir. Judite Monteiro Fernandes