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Irmã Maria José Fialho

“Eu sou a ressurreição e a vida;
o que acredita em mim,
mesmo que morra, viverá”.
(Jo 11, 25)

Lemos esta citação de S. João, no passado dia 19 de Julho, introduzindo a notícia da passagem à casa do Pai, da Irmã Maria José Lopes Fialho.
A disponibilidade, a vontade de colaborar e a atenção às necessidades das Irmãs e das Comunidades, foram os motivos da sua morte.
O testemunho de uma Irmã, confirma-o:
Era uma Irmã simples, trabalhadora, dedicada; estava sempre disponível para ajudar os outros; fazia amizade com as pessoas com facilidade e, procurava ser amiga de todos.
Era cumpridora dos seus deveres, sentindo-se feliz por participar nos actos comunitários; não se poupava a nada para ajudar e dar alegria aos outros.
Tinha uma família numerosa e, sempre se preocupou com os problemas de seus familiares, procurando ajudá-los como podia e sabia; rezava por eles e dava-lhes bons conselhos. Visitava-os nas férias e, sempre a aguardavam, principalmente as suas irmãs, para que ela as ajudasse a resolver problemas familiares.
Se na comunidade alguma Irmã adoecia, a Irmã Maria José logo era solicitada para a atender ou para a transportar ao hospital; muitas vezes se levantou da cama para o fazer, e sempre de boa vontade e solícita. Sempre prestou os seus cuidados às irmãs doentes.
Tinha formação de enfermagem, que sempre aplicou, e sabia o que tinha que fazer, como dar os primeiros socorros, quer aos alunos quer às irmãs; em alguma ocasião foi uma injecção aplicada que resolveu um caso difícil, até recorrer aos serviços hospitalares.
Depois de sair da Comunidade da Casa do Clero, em Fátima, passou algum tempo na Casa Provincial e foi para a Comunidade do Colégio de Nossa Senhora de Lourdes, onde permaneceu vários anos. Foi daqui que foi solicitada para a Comunidade da Casa de Retiros para colaborar com os seus préstimos, principalmente na condução do carro sempre necessária.
- Falou-me várias vezes quanto lhe custou mudar da Comunidade do Porto para a de Coimbra; contudo sentia-se feliz por ser útil à Comunidade; o que desejava era dar o seu melhor e para que a Irmã Superiora não tivesse tantas situações complicadas.
Sempre que o Governo Provincial lhe pedia colaboração para deslocações, quer em Portugal, quer para ir a Espanha, ela sentia-se realizada na sua missão e executava com alegria e de bom agrado.
Em qualquer deslocação que efectuava, procurava levar para a comunidade o que lhe ofereciam. Viveu a sua vida, até ao fim, em atitude de serviço gratuito.
Fátima, 19 de Dezembro de 2007.

Irmã Luz Castanheira