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Testemunho

Estou sentada à espera do início da reunião geral de professores e confronto-me com a questão: Qual será o assunto?
Algo de importante se vai passar pois estão cá os membros do Governo Provincial!
À hora prevista a reunião começou e, neste dia, o assunto era mesmo muito importante, “Transmissão do XIV Capítulo Geral aos Leigos”.
Comecei a pensar no Movimento Secular Amor de Deus de que já tinha tido conhecimento e, fiquei feliz. Agora, algo de novo estava a nascer, podemos nós leigos, que nos identificamos com o Carisma da Congregação das Irmãs do Amor de Deus, ficar ligados também à missão que o Padre Jerónimo Usera nos legou.
A possibilidade de fazer parte da expansão das comunidades pertencentes à Congregação ou ser, em conjunto com outros leigos e Irmãs, promotora do nascimento de novas comunidades fez-me pensar.
Acredito que, com espírito de gratuidade e de missão e ao comprometer-me com toda a liberdade, tenho uma oportunidade de me dar por uma causa que me fará dar mais ao outro, ir ao encontro de Cristo sofredor, tendo como modelo a maneira de ser e de agir de Jesus. Também acredito que a vivência do Amor de Deus e a sua partilha com os irmãos nos leva à construção de uma fraternidade nova e nos dá a possibilidade de experimentar a verdadeira felicidade.
Nas escolas Amor de Deus vive-se toda uma dinâmica pastoral e de evangelização que considero um tesouro que os nossos alunos podem guardar e desenvolver durante toda a sua vida, pois é-lhes dada a oportunidade de conhecer a Palavra de Deus e de adquirirem competências humanas e sociais que possam ser o fermento que faça crescer uma sociedade mais justa e mais fraterna à luz do Evangelho.
Estava eu nesta reflexão quando se me colocaram as seguintes questões:
Como seria o mundo se todos vivenciassem este carisma? Como seria se todos se pautassem pelos valores do Evangelho?
Nós, vimos de Deus e para Deus caminhamos e neste nosso caminho surgem oportunidades que Ele nos oferece de crescer na Sua direcção. Esta decisão da Congregação, para mim, é também sinónimo de abertura, de uma Igreja que nos chama a sermos mais responsáveis e colaborantes, mais comprometidos; é uma oportunidade de assumirmos aquilo que somos com a autenticidade de quem está completamente convicto de que o nosso ser Igreja é muito mais do que a nossa ida semanal à Eucaristia. Tudo isto estremece a nossa postura, leva-nos a reflectir, a desnudarmo-nos para nos conhecermos melhor, a aceitarmos as nossas coisas boas e menos boas e assim tornarmo-nos autênticos para podermos tomar decisões definitivas sem dúvidas nem receios e percebermos se o nosso sim vem cá de dentro, daquele cantinho quantas vezes inacessível até a nós próprios.
Esta é uma oportunidade de colaborar com fidelidade num projecto Useriano e de crescer interiormente com a orientação de quem já fez este percurso e já vivenciou todas as dificuldades e coisas boas que lhe estão inerentes. Só amamos o que conhecemos e só podemos aderir a tão grandioso projecto se algo no nosso coração nos estiver sempre a sussurrar baixinho, “Vai, Eu acompanho-te…”


      Margarida Almeida
       CNSL - Porto